sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ervateiras enfrentam falta de matéria-prima


Indústria confirma falta de matéria-prima (Foto: Alan Faleiro)
O preço pago pela arroba da erva-mate, há um ano, variava entre R$ 5 e R$ 5,50. Em dezembro, o preço praticado já era de R$ 6,75 e, nas últimas semanas, varia entre R$ 8 e R$ 10 e a tendência é que chegue a R$ 12. Essa elevação no preço faz com que o produtor não corte a erva-mate e, com isso, há falta da matéria-prima nas indústrias e o desaparecimento de algumas marcas nas prateleiras dos mercados.

Outro fator que contribui para a falta da matéria-prima é a redução da área de plantio. Há 30 anos, a cultura ocupava 4,8 mil hectares. No último ano, no entanto, um diagnóstico realizado pela Emater/RS-Ascar, Secretaria Municipal de Agricultura e sindicatos, apontou uma drástica redução da área e hoje os ervais não somam mais do que 1,3 mil hectares em Venâncio Aires.

Nos últimos anos, o preço baixo pago pela arroba fez com que o produtor se desestimulasse e investisse em outras culturais anuais, que garantem uma renda maior e mais rápida por hectare. A melhora no preço, no entanto, vem estimulando os produtores a voltarem a investir na cultura e alguns já sinalizaram que vão ampliar a área de plantio.

O chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar Vicente Fin, afirma que essa melhora no rendimento faz com que o produtor se sinta motivado a voltar a investir nos ervais que ainda existem. Para o Sindicato da Indústria do Mate do Estado do Rio Grande do Sul (Sindimate), a falta e matéria-prima e a elevação do preço da erva-mate também estão ligados ao aumento do consumo e das exportações e à utilização da erva-mate para outros fins.

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